sexta-feira, 9 de abril de 2010

2 de Needfest, 591 CY, (05:00)

É a manhã do segundo dia do festival, e Grog é acordado com o som forte de batidas a sua porta, e o som de uma voz familiar. Abrindo a porta depara-se com Boronor, que está ofegante. O anão diz:

- Siga-me até a caravana, Korach o mercador de metais quer vê-lo!

Grog e Boronor partem para lá imediatamente. O dia ainda não raiou, e os dois já estão no mercado, onde a caravana está instalada. Eles seguem em direção ao centro da caravana com seus guardas aparentando mau humor e apreensão. Damach está em um canto calado com a cabeça baixa, enquanto Korach está reunido com outros anões. Ao ver Grog ele diz:

- Preciso de sua ajuda! Disseste-me que és um mercenário, e talvez tu e teus amigos possam vir a nosso socorro. Na noite passada nossa caravana foi roubada. Alguém entrou aqui e levou seu machado. Isto ocorreu por volta das 04:00 horas, ele e um dos guardas ouviram um barulho, mas o ladrão escapou sem ser visto. Recupere o machado dele e eu lhe darei adamante necessária para construir uma arma grande e uma armadura pesada. Por favor nos ajude! Não podemos parar nosso trabalho aqui, nem liberar guardas para a procura. Também não temos muito conhecimento sobre a cidade.

Grog aceita a oferta de Korach. O mercador lhe descreve o belo machado de guerra anão feito em adamante e cravejado com diamantes azulados, que tem propriedades mágicas poderosas. Boronor lhe agradece por aceitar ajudar seus parentes, e os dois partem em busca de pistas.

O bárbaro acha pegadas relativamente recentes próximas à carroça de Damach. Parecem ser de um humano de porte mediano. Elas passam por entre as circunferências da caravana como se o ladrão saltasse por entre os carroções. As pegadas saem das imediações da caravana pela parte norte e seguem até uma área muito movimentada, onde Grog fica incapaz de continuar. Assim eles decidem Buscar a ajuda de seus companheiros.

Grog volta à Dragão verde e pergunta para seu amigo bardo se ele conhece alguma informação sobre o tal machado, dando-lhe descrições. Distraído com os preparativos para mais um dia de apresentações ele lhe diz que é um artefato poderoso e dá informações sobre algumas de suas propriedades. O anão e o bárbaro dirigem-se ao templo onde está Kohl. Eles narram os acontecimentos ao clérigo, que pergunta ao seu amigo Varg, um mago com porte de homem de armas, sobre a arma anã roubada. O mago diz que lembra de ter ouvido histórias sobre o poderoso machado em sua cidade natal em Fruztii, e que ele é uma tesouro da família Kundarck. Kohl parte com Grog e Boronor para a casa de Erich.

No início desta manhã enquanto os demais aventureiros estavam envolvidos neste acontecido, Erich recebe a visita de seu irmão mais velho Edward, um ranger veterano das Guerras de Greyhawk. Enquanto conversa com seu irmão, Erich ouve seus amigos chamando-o à porta. Após serem convidados a entrar, contam os acontecimentos aos dois irmãos.

Edward junta-se ao grupo, acompanhando-os até o mercado central. Ele localiza as pegadas do ladrão, e verifica que ele veio das docas identificando vestígios de barro deixados por sua bota em uma das carroças. Ele segue os rastros até os portões da cidade, na saída sudeste. Já fora dos muros de Greyhawk, Edward afirma que os rastros seguem para o norte, rumo as Colinas Cairn.

O ranger veterano conduz o grupo pela área rural da cidade que permeia os muros em direção ao norte. Ao chegar à estrada descobrem que as pegadas sobem as colinas. Eles seguem os rastros até um ponto em que novas marcas aparecem no chão. Parecem ser de um grupo de humanóides. Edward identifica como sendo de oito orcs e um ogro. Não há sinais de combate, mas o fugitivo parece ter sido surpreendido foi levado por um caminho. Os aventureiros saem o da estrada, e entram na mata seguindo as pistas.

Mais adiante, após cerca de duas horas de caminhada eles deparam-se com uma clareira. As pegadas a atravessam, e do outro lado da clareira, seis orcs deparam-se com o grupo. Os orcs partem impetuosamente para o ataque, mas não foram páreo para os bravos perseguidores que rapidamente venceram o combate. A trilha seguia adiante rumo ao leste, e a busca continuou.

O fim da tarde se aproximou. A trilha guiou os aventureiros a uma nova clareira, com uma caverna no pé de uma pequena colina. Erich e Edward se aproximam furtivamente e vêem um sentinela na entrada da formação rochosa, enquanto isso, Kohl prepara magias de proteção. Boronor também tenta se aproximar silenciosamente. Porém, o anão faz muito barulho, ao mesmo tempo em que Grog sai da mata em direção a caverna. Erich e Edward continuam furtivos, um pela esquerda e outro pela direito, com intuito de cercar o vigilante orc. Entretanto, o descuido do anão e do bárbaro alertam-no.

Vendo que a tentativa de se aproximar em silêncio fracassou, os guerreiros partem rapidamente sobre o sentinela. Boronor o acerta duramente, mas o orc consegue soprar seu berrante, com objetivo de alertar alguém dentro da caverna. Grog também o golpeia, mas o sentinela corre para dentro da entrada cavernosa em grande velocidade enquanto soa novamente seu berrante. Edward tenta acertá-lo com uma flecha, mas erra. A entrada é escura, Kohl utiliza a magia Luz em sua espada, que passa a iluminar o caminho. Seguindo por um corredor escuro chegam a uma grande área. Lá, sete orcs - incluindo o sentinela - e um grande ogro esperam armados pelos invasores, em formação de semicírculo.

Ao deparar-se com possíveis oponentes, o sacerdote do panteão suel tenta parlamentar. Infelizmente Kohl escolhe mau suas palavras e o imenso ogro, ofendido, responde: - Ousas me desafiar em meu covil? O humanóide parece mais esperto que os comuns de sua espécie, e domina bem o idioma comum.

O inevitável combate começa.

Os orcs não demonstram solidez suficiente para enfrentar os invasores, com exceção de um tomado por uma fúria assustadora que segura um machado orc duplo. O ogro atinge Kohl severamente, e Grog avança em defesa de seu conterrâneo. O furioso orc aproveita o descuido do bárbaro ao movimentar-se em defesa de seu amigo, e lhe desfere um golpe fortíssimo. Um homem comum não teria sobrevivido aquele ataque, mas o imensos sueus do norte não parecem ser humanos normais.

Os aventureiros demonstram sua superioridade em batalha. Após um ataque definitivo, o orc enfurecido - que restava só na batalha - diz: - Aquele ogro era mesmo um inútil. Mas, foi um bom combate. Intrigado, Erich pergunta ao moribundo o que ele quis dizer com tais palavras, mas ele não vive para responder.

Vitoriosos, eles decidem explorar os corpos, e encontram o machado descrito pelos anões preso ao cinturão do ogro. Erich o pega e tem uma surpresa! Uma voz com timbre de um anão ancião fala em sua mente:

- Largue-me maldito. Espere, tu não és um ogro.

Assustado Erich entrega a arma para Boronor. O machado diz alegre:

- Ah, tu és um anão! Eu sou Gorach, fui roubado do seio de minha família. Leve-me de volta e serás recompensado.

Boronor responde a Gorach:

- Assim será feito...

Ao explorar a caverna os guerreiros encontram uma grande quantia em dinheiro e muitos tecidos caros. E, em outro local cinco humanos prisioneiros vestidos com roupas boas, porém sujas e rasgadas. Lá há também um outro humano, caído ao chão inconsciente e trajando roupas escuras de couro. Gorach diz que ele é o homem que o roubou.

Os heróis soltam os prisioneiros já enfraquecidos e lhes dão água e comida, enquanto Kohl cura os feridos. Eles agradecem e contam que são mercadores e foram atacados pelos orcs há alguns dias, quando seguiam para o Condado de Urnst com uma grande carga de tecidos que seriam vendidos durante Needfest. No trajeto passariam por Elmshire e outras cidades.

Como recompensa por sua vida, oferecem aos heróis uma parte do dinheiro que possuíam, 200 peças de platina, e pedem ajuda para levar a sua valiosa carga para Greyhawk. Já recuperados os mercadores partem com o grupo para a cidade. Edward permanece na caverna para guardar o carregamento e garantir que o ladrão não fuja. No meio da madrugada os aventureiros chegam à Greyhawk, e já não há mais comemorações nesta segunda noite de festival pelas ruas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário