História

O
erik nunca foi um continente pacífico, períodos de guerra sempre se alternaram aos de paz e o conflito é uma marca constante na trajetória dos povos que o habitam. Foi uma guerra que deu início ao processo de mudanças responsável pela atual composição política e geográfica continental. O grande conflito gerador de tantas transformações envolveu épicas batalhas campais, magias, embates entre criaturas místicas, a participação direta e indireta de divindades e, por fim, dois cataclismos mágicos.

Após a destruição quase completa das grandes civilizações ocidentais, os sobreviventes dos povos suel, orderian e baklunish migraram para as regiões mais ao leste, que os antigos exploradores suloise (forma plural de suel) chamavam de Flanaess. Seguindo as movimentações das etnias humanas, anões, elfos, gnomos, orcs e inúmeros outros humanoides também se deslocaram para o oriente. O período de movimentações populacionais pós cataclísmica ficou conhecido como As Grandes Migrações.

Os orderians e seus afiliados humanoides (muitos deles goblinoides) foram os primeiros a partir em direção à Flanaess. Logo depois foram seguidos pelos suloise e baklunish. O povos que migraram para Flanaess se multiplicaram e, somados aos nativos, fizeram com que esta região se tornasse a mais povoada de Oerik.

Dentre os humanos, apenas a etnia flan habitava Flanaess no período pré migratório. Os flanae conviviam em sua terra natal com outras raças inteligentes como elfos, anões, halflings, goblinóides etc. Os únicos humanos que os flanae conheciam antes das migrações eram os suloise, que já realizavam incursões exploratórias na região há muito tempo. Acredita-se que o antigo Império Suloise extraia recursos de Flanaess, em especial madeira, metais preciosos e escravos.

Os povos originais de Flanaess eram, em geral, pacíficos e sofreram muito com a chegada dos povos guerreiros do ocidente. Por mais que conhecessem o combate, o conflito em grandes proporções era estranho aos nativos e os imigrantes tiveram poucas dificuldades para tomar suas terras. Já nos primeiros anos das migrações um grande número de habitantes nativos foi dizimado ou escravizado.

Além das batalhas contra a população local, desde o princípio os imigrantes travaram combates entre si por território e riquezas. Foi assim que a guerra passou a fazer parte da vida de povos outrora pouco ofensivos. Após mais de um século de hostilidades os primeiros reinos no novo mundo começaram a se formar, e os povos civilizados resolveram reconhecer fronteiras entre si e assinaram a Declaração da Paz Universal. Na ocasião também foi estabelecido o Common Year (ano comum) declarando dia da assinatura do pacto como o primeiro dia do ano 1 CY.

(Continuação em breve, aguardem...)

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